Arquivo mensal: setembro 2011

Terapia de Apoio


Há coisas na vida que não podemos mudar…

Coisas que acontecem… e  modificam o curso de nossas vidas. Às vezes,  para sempre.

Estamos falando de perdas. De grandes perdas.

Perda de um ente querido, perda de um amor, perda de um status de vida, perda da mobilidade, perda de um emprego. Perda de rumo.

As grandes perdas muitas vezes nos deixam paralisados e imersos na dor.

É como se estivéssemos meio alijados do mundo. Num universo à parte, de onde observamos as pessoas viverem as suas vidas:  pessoas que riem, vão a encontros, passeiam, trabalham, como se nada houvesse…

Mas para aquele que viveu ou vive uma grande perda, a sensação que fica é a de não mais pertencer a este mundo onde vivem as outras pessoas. No seu mundo à parte tudo é denso.

Tudo é tristeza, dor e  perplexidade. Às vezes revolta. Às vezes resignação.

Os amigos dizem: seja forte! A vida continua.

Mas, como continuar? Como seguir adiante?

Como falar deste mundo denso para pessoas que vivem e habitam um mundo leve e luminoso, onde o sol brilha nas folhas das árvores. Como falar com pessoas que habitam um mundo onde    planos são feitos  e há esperança?

É para estas pessoas que existe a terapia de apoio.

A terapia de apoio é um espaço. Um tempo e  lugar onde este mundo denso, no qual a pessoa habita, pode ser compreendido, aceito e acolhido.

Onde a dor e a perplexidade podem ser partilhadas com  outro ser humano.

Com um ser humano que não tem receio (nem constrangimento) de entrar neste mundo denso e examiná-lo junto com você. Que tem paciência de ouvir você contar muitas vezes a mesma estória. Recontar mais uma vez a mesma situação. Até que você possa entendê-la, e esgotar todo o conteúdo e intensidade emocional que ela carrega.

    

   E aí, talvez, você possa começar a vislumbrar algo mais…

  Um  outro sentido…

Um outro significado naquela perda…

Um  novo significado para a sua vida.

   E um novo motivo para recomeçar

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