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Um novo começo

 

amanhecer

Há alguns anos deixei de atualizar este blog.

Sem que eu percebesse claramente, meu coração começou a se movimentar em direção a outras paragens…

Um novo lugar.

Pouco a pouco meu interesse foi se deslocando da Psicologia em direção à Espiritualidade, e eu já não sabia mais o que poderia escrever aqui.

Minha alma já estava em outro lugar!

Este processo todo culminou com a decisão de me aposentar.

Em meados de 2015 fechei o consultório em São Paulo e me aposentei.

Tenho já 65 anos, mas a aposentadoria não se deveu à idade. Sinto-me cheia de vida e repleta de planos…

A decisão de me aposentar também não decorreu de um cansaço de atender e estar com as pessoas…

Atendi em consultório por quase 40 anos e sempre com muito prazer. Sempre encantada pelo mundo novo (cada pessoa é um mundo!)  que cada novo cliente trazia consigo para que eu o pudesse conhecer.

 

O labor no consultório, o exercício da psicoterapia, exige do profissional, um trabalho muito profundo consigo mesmo.

Uma constante lapidação.

Sempre estar atenta a si mesmo:

Consciente de seus pensamentos e intenções. Percebendo suas crenças mais enraizadas, raízes de preconceitos e distorções.

Exige a coragem de enfrentar os próprios sentimentos.

Todos!

Acolhe-los. Como se acolhe um irmão.

Para um terapeuta, o grande perigo reside nos seus próprios sentimentos não reconhecidos (em suas inconscientes emoções) que são empurrados para as sombras pela falta de aceitação.

São estes sentimentos e pensamentos residentes na sombra que verdadeiramente nos cegam: turvam a nossa compreensão e impedem que a gente possa ver os nossos clientes em sua inteireza essencial, que está muito além de qualquer tipo de compreensão racional.

 

Este labor constante, comigo mesma, esta constante lapidação (que é o dever deste ofício), me levou pela vida a fora, a buscar a minha mais profunda expressão.

Agora, naquilo que alguns chamam de “o outono da vida”, me permiti escolher: aquilo que sempre esteve reservado, íntimo, em mim, que venha à luz e possa florescer!

Esta intimidade profunda, que a poucos clientes dei a conhecer, é a minha vida espiritual, vibrante, fecunda.

 

Razão essencial do meu viver

 

Aposentei-me como Psicóloga.

Pedi a desfiliação ao CRP (Conselho Regional de Psicologia). Quis me liberar de suas regras e normas, que no exercício da profissão sempre respeitei.

Minha nova atuação, agora totalmente centrada na espiritualidade e no desenvolvimento espiritual não cabe nos limites definidos por este Conselho para a atuação de seus profissionais.

Continuo atendendo pessoas.

Agora, de uma maneira nova, centrada em sua busca espiritual.

Se você que me lê quiser conhecer este novo trabalho, expressão essencial de todo o meu viver, será um prazer receber sua visita em meu novo site:

Você pode acessá-lo aqui:

 

                                                                 Coroa do Resplendor

 

Tenho os braços e coração abertos.

Desejo te conhecer!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Querido Mestre

Conheci o prof. Pethö Sandor em 1971 na PUCSP.
Ele era professor de uma disciplina de Psicologia Profunda no 2º ano do Curso de Graduação em Psicologia.
Eu, jovem de 18 anos, fui sua aplicada aluna.
Em suas aulas entrei em contato com a Psicologia Analítica de C. G. Jung – paixão à 1ª vista (ou, melhor dizendo, à 1ª leitura), que se consolidou como um amor de vida inteira!
Foi um grande privilégio conhecer o prof. Sandor tão cedo em minha vida. Permaneci ao seu lado pelos próximos 20 anos, bebendo desta fonte aparentemente inesgotável de conhecimentos teóricos e sabedoria de vida.
O que aprendi com Sandor nos inúmeros grupos de estudo, no curso de Cinesiologia Psicológica (o meu durou quase 4 anos!) e nos grupos de supervisão e meditação dos quais participei, constituiu-se na sólida base de conhecimentos relativos à Psicologia Profunda, Psicologia Analítica de Jung, Fisiologia e Anatomia Humana, Psicossomática, Técnicas de Abordagem Corporal e Relaxamento, Anatomia Sutil e Espiritualidade que formaram a estrutura e deram o enquadre à toda a minha atuação profissional como Psicóloga Clínica.

Isto já é muito! Mas, acreditem, houve mais…
Por tê-lo conhecido tão jovem, ele teve uma enorme influência na formação do meu caráter, da minha personalidade e da minha conduta na vida profissional e também pessoal.
Que influência melhor eu poderia desejar? Um homem maduro, culto e íntegro.  Com  grande profundidade e amplitude  intelectual e que expressava em todos os seus gestos e atitudes aquela simplicidade verdadeira que só nos grandes homens costumamos encontrar.
Por isto digo: mais do que um professor, Sandor para mim foi um Mestre.
Já no final dos anos 80 tive um sonho. Um daqueles “grandes”  sonhos, que reorientam a nossa vida, e dos quais vamos sempre nos lembrar:
“…uma criança sofria uma parada respiratória e era necessário proceder à algumas manobras corporais (ràpidamente, é claro!) para que ela pudesse voltar a respirar. Eu sabia como fazê-las – já havia feito isto em uma outra ocasião, em minha vida desperta -.Mas, em vez de procedê-las, saí em busca do Sandor para que ele pudesse realizá-las. Quando finalmente o encontrei e voltamos até a criança, ela não mais vivia!”
Acordei sentada na cama, gritando e chorando intensamente.
Imediatamente compreendi que o inconsciente dramàticamente me alertava: ou eu assumia a responsabilidade e os riscos de fazer aquilo que eu já era capaz de fazer, ou uma preciosa vida poderia para sempre se perder.

“Tempo de deixar a proteção e o aconchego da Casa Paterna”

Pedi uma entrevista ao Sandor, contei-lhe o sonho e a minha decisão de me afastar dos grupos de estudo e de seus ensinamentos.
Entreguei a ele um singelo poema onde expressava minha gratidão por tudo o que ele havia sido para mim e também, sinceramente, a minha insegurança diante de um caminho sem a sua proteção!
Sandor abençoou a minha partida: “Malu, quando quiser nos visitar, será sempre bem vinda!”
Já ouvi dizer que “é na separação que se conhecem as almas”. Também neste momento Sandor foi econômico de palavras e generoso na atitude.
Bem… 20 anos se passaram desde este momento em que finalmente ouvi e atendi o chamado da minha alma. O “chamado da aventura” como diria Joseph Campbell.
Pelas “terras” novas e desconhecidas por onde andei, “desertos” que atravessei, “praias”  onde cheguei, trazia sempre comigo um cantil de água pura: presente do Mestre.
Neste meu caminhar, pude  contar sempre com um esqueleto forte (a sólida formação que dele recebi), que recheei com novas e férteis carnes: conhecimentos, vivências e buscas que são o meu caminho pessoal e que são bastante diferentes das buscas e caminhos de meu Mestre.
Neste mês de abril de 2012, quando os alunos de Sandor, entre os quais me incluo,  preparam uma merecida homenagem a ele na PUCSP, quero prestar  também esta homenagem, pessoal e íntima, que mais uma vez expressa meu reconhecimento, admiração e gratidão ao Mestre do meu coração.

ORAÇÃO CELTA
Profunda paz da água para ti.
Profunda paz do ar fluido para ti.
Profunda paz da terra para ti.
Profunda paz das brilhantes estrelas para ti.
Profunda paz, oh Filho da Paz, para ti.

A alma das coisas

Dia destes postaram no face algo assim:

“As pessoas foram criadas para serem amadas
As coisas foram criadas para serem usadas
Atualmente as coisas estão sendo amadas
As pessoas estão sendo usadas”

Isto disparou em mim uma série de reflexões…
Sim. As pessoas foram criadas para serem amadas!
Acho mesmo que este é o desejo mais profundo de todos nós:
Ser amado
Amor de amante, amor de amigo. Amor de irmão, de filho, pai e mãe.
Mas, e as coisas? Qual é a nossa relação com elas?

Por coincidência… naqueles mesmos dias, lia  Joseph Campbell.

Numa nota de pé de página, ele falava sobre o Xinto (alguns conhecem como Xintoismo), religião tradicional do Japão, que já existia lá, antes da chegada dos ensinamentos Budistas aquele país.
Segundo Campbell, a forma principal de culto do Xinto, é a preservação e cultivo da pureza de coração. E Campbell completa, bem humorado: “como a Divindade é imanente a todas as coisas, estas, dos recipientes e caçarolas da cozinha à Mikado (manifestação mais alta da divindade), devem ser consideradas divinas: eis a essência do Xinto.”
Este respeito reverente pelos objetos e coisas do mundo, impregnou profundamente a cultura tradicional japonesa. Ainda hoje, no Japão moderno, podemos observar esta atitude reverente no comportamento, nas artes e nos costumes do povo japonês.


Lembro-me do bisavô japonês de meus filhos, que desentortava pregos para usá-los novamente… E bem sei que isto não refletia uma atitude sovina diante da vida.
Manifestava, de forma muito concreta este respeito e reverência aos objetos e às coisas.
Imagino que o bisavô Luiz, quando agia assim, não pensava conscientemente na imanência divina… Agia assim porque havia sido educado para respeitar todas as coisas do mundo, mesmo um simples prego.
Lembro-me também da avó japonesa (já nascida no Brasil, mas ainda impregnada pela cultura de seus pais) me explicando porque, para os japoneses, não se deve deixar nenhum grãozinho de arroz na tigelinha onde comemos: “este arroz para chegar à sua tigela, foi plantado e cultivado por alguém que para isto trabalhou de forma dedicada. Depois, este arroz foi cuidadosamente colhido por mãos habilidosas…”
Comer cuidadosamente todo o conteúdo da tigelinha torna-se então, uma forma concreta de manifestar o nosso reconhecimento e reverência pelas pessoas, pelo seu trabalho, pelo alimento e pela organização da vida.
Conheço muito pouco a respeito do Xinto, caminho de sabedoria e retidão.
Mas acho que ele tem algo a nos ensinar.
Somente através dos olhos delicados da nossa alma (a pureza de coração, à qual Campbell
se refere) podemos enxergar a alma das coisas, respeitá-la e reverenciá-la.
E, ao agir assim, nutrimos a nossa própria alma ( a nossa vida interior) com significado e beleza.

Experimente!

Desenvolver uma atitude atenta, respeitosa e reverente diante da vida, das pessoas e das coisas, produz em nós pouco a pouco, uma transformação: cria-se  um estado de espírito delicado, tranqüilo e pacífico! Capaz de enxergar no mundo a beleza e a harmonia.

Parece que ao reverenciarmos o mundo à nossa volta, reverenciamos a Vida e a nós mesmos.
E nos colocamos outra vez em contato com aquilo que de melhor que existe em nós.

Com reverência e gratidão ao bisa Luiz e à vovó Lucila.

Joseph Campbell ficou conhecido do grande público pelo seu livro: “O poder do mito” que foi apresentado também como uma série na televisão há muitos anos atrás.
O autor tem inúmeros outros livros maravilhosos. O trecho que citei encontra-se n”O herói de mil faces”.

Feliz 2012

A todos os amigos que visitam este blog

e

Convite para um novo encontro

Em o6/08/11 o Espaço Animarte recebeu pela primeira vez o Núcleo de Yoga Ganesha.

                          Este primeiro trabalho foi muito bem recebido pelos participantes, o que nos motivou a planejar um novo encontro no mesmo espírito do anterior, mas com atividades diferentes, criadas especialmente para esta ocasião.
Tendo a natureza como facilitadora, vamos relaxar e respirar, liberando tensões e renovando as nossas energias, entre pessoas cooperativas e que têm afinidades.
Tudo isto entremeado por comidinhas, chazinhos e um delicioso almoço.

Esteja conosco neste novo encontro de lazer e bem estar!

Um dia muito especial

Tudo conspirou a favor!

O sábado 6 de agosto foi realmente “Um dia muito especial”.

Um dia claro, quente e bonito tornou possível a realização das dinâmicas no jardim e no bosque e assim pudemos desfrutar do prazer de trabalhar ao ar livre.

As pessoas que aqui chegaram para passar o dia conosco, logo se harmonizaram em um grupo amistoso, cooperativo e interessado.

As imagens que fizemos,  ficarão como recordação deste agradável encontro.

Na parte da manhã, Marua Pacce orientou a prática de yoga.

Após um gostoso almoço, Malu dirigiu uma vivência de Integração com a Natureza sob os caquizeiros.

E para finalizar os trabalhos, fomos todos para a mandala de terra ao lado do bosque….

Celebrando a integração com o grupo e com a natureza.

Convite

É com grande prazer que convido todos os colegas, clientes e amigos que visitam este blog para que conheçam este novo trabalho que o Espaço Animarte está realizando em parceria com o Nucleo de Yoga Ganesha.

Espero que gostem e que possam vir passar este dia conosco.